quinta-feira, 22 de março de 2018

ADAPTAÇÃO ESCOLAR




Adaptação escolar é o período em que a criança tem para acomodar-se e integrar-se à escola.  Para que a adaptação aconteça ela precisa acostumar-se com o ambiente educativo, à rotina escolar e socializar-se com os professores e colegas de classe. 

Quando percebe-se a dificuldade da criança é importante conversar com ela procurando entender o que está sentindo. 

Reflita sobre as questões abaixo: 
  • O motivo da recusa em ir ou ficar na escola está com a própria criança? 
  • Está no ambiente familiar ou na escola? 
  • Como está seu estado de saúde de uma forma geral, seu desenvolvimento físico, afetivo e social? 
  • Será que estou sendo um pai/ mãe permissivos demais ou rígidos demais? 
  • Como está o relacionamento dela com os colegas e com a professora? 
  • Ela está se adaptando bem aos métodos e regras da instituição? 

Muitas vezes os pais fazem com que os filhos sejam muito dependentes e isso os prejudica quando entram na escola, porque na escola terão que demonstrar responsabilidade, obedecer regras e respeitar limites. 

Quando uma criança inicia sua vida escolar, encontra um mundo novo com influências, idéias, amizades e oportunidades com as quais nunca havia se deparado antes.   Nessa época ela precisa de muito apoio dos pais, na forma de interesse, ajuda e encorajamento. 

Toda criança, independente de sua história ou idade, terá que enfrentar o primeiro dia de aula e esta experiência acarreta ansiedade e insegurança.  Afastar-se do aconchego do lar e enfrentar o desconhecido significa um grande salto na vida de qualquer criança. 

Por uma questão de necessidade, atualmente os pais estão matriculando seu filho mais cedo na escola e observamos que muitos deles sentem culpa pelo fato de deixá-lo tão cedo e ter pouco tempo para se dedicar a ele.  Neste caso, o sentimento de culpa é transmitido ao filho e isto fará com que sinta abandonado pelos pais. 

A relação dos pais, especialmente da mãe com o filho é muito importante para o seu desenvolvimento, mas não é a quantidade de tempo que conta e sim a qualidade da relação estabelecida que fará diferença. 

Hoje, a formação dos profissionais que trabalham nas escolas é mais completa e a maioria das escolas já conta psicólogos para orientações. 

Existe uma preocupação maior em encarar cada criança como uma pessoa individualizada, em olhar de perto seu processo individual de desenvolvimento.  Com isso tornou-se possível determinar com maior precisão as áreas em que cada criança necessita de maior cuidado e atenção. 





quinta-feira, 15 de março de 2018

PRIORIDADE



"Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso..."


BNegão 



Hoje estava pensando em prioridades! Naquilo que temos que fazer o tempo todo.  Todo dia, toda hora estamos ansiosos com nossos afazeres.... com as coisas que precisamos terminar ou começar. 

Quantas vezes ficamos presos ao que temos que fazer e quando percebemos o dia já acabou? 

Praticamente a todo momento rsrs... O dia acaba e nem resolvemos metade dos nosso problemas!

E quando tudo é prioridade? 

Isso acontece com aqueles que querem tudo para ontem.  Tudo é importante e precisa ser feito na hora desejada.  Sempre existirá algo que merecerá maior atenção do que as outras coisas. Então, nada de ansiedade ou de querer arrancar própria cabeça. 

"Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso..."

É preciso aprender a priorizar... a palavra PRIORIDADE é um substantivo feminino que indica a condição do que é o primeiro em tempo, ordem, dignidade. 

Precisamos ver o que é essencial... separar nossos afazeres... 

Se existe algo ou algum serviço que você possa fazer em outra ocasião, sem atrapalhar o andamento das coisas, faça depois!  Não adianta querer resolver tudo ao mesmo tempo. Quando isso acontecesse você se estressa, sua cabeça fica confusa. 

No Amor Exigente conheci a palavra DEFIFOREX, claro que ela não existe! Mas ajuda muito na hora de focar em algo 

DEfina seu alvo 

FIxe sua prioridade 

FORmule um plano de ação 

EXecute-o! 

Fixar prioridades é estabelecer por onde começar. Tirar a trave do olho! Procurar instrução, orientação e informação se preciso for. 

E depois de executar é só agir, fazer nossa parte para chegar a solução de um problema. Você é quem sabe até onde o seu corpo aguenta, o tempo que você tem disponível e a responsabilidade e o compromisso para a execução de cada tarefa do seu dia-a-dia! 

Então preparados, sabendo o que queremos, no que acreditamos, estamos PRONTOS! 

"Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso..."



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O Que é Amor e o Que é Paixão?

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Dizem que a condição de apaixonado é uma característica sobre-humana.   Por conseguinte, o ser humano é normalmente incapaz de lidar com ela.  É um estado extasiante para um Homo Sapiens comum.

Enquanto amar é conviver com a realidade do outro, com suas falhas, magnificências, defeitos, virtudes, o ficar apaixonado é sentimento súbito; vê-se instantaneamente na outra pessoa tudo aquilo que desejamos possuir e reter.

Os poetas e os romancistas conseguem criar extraordinários escritos em nome da paixão e chegam a afirmar que “Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando a paixão dele toma conta”.  Alguns dizem até ser aquilo que vivenciamos, quando estamos apaixonados, o nosso estado normal.

O amor mostra aos homens e às mulheres como eles deveriam ser sempre, escreveu o russo Anton Tchekhov. 

Encontrando-me neste dilema, sem entender o que é amor e o que é paixão, socorreu-me o velho amigo dicionário Aurélio.

Nele, o verbete Amor significa: “sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também, atração física”. 

Paixão: é “emoção levada a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão”. 

Mas não importa o que sei ou o que dizem, mas sim o que sinto.

Acredito que a paixão seja visceral – com um grande componente sexual. O amor é intelectual. Paixão e amor podem ser, cada um, início ou fim do outro. Ou podem não ser? Mais importante do que qualquer teoria, etimologia, dicionário ou ciência humana, é quando você disser “eu te amo”, independente da fase existencial pela qual esteja passando, dizê-lo com muita certeza da aspiração de juntos envelhecerem...

E saber:
- que você não pode exigir, a cada momento, paixão e amor e compreensão; ninguém pode controlar suas emoções.

- que você deve permanecer fiel à paixão da vida, apesar de ela ser composta por uma infinidade de ilusões que servem de analgésico para a alma.

- que as paixões são como as ventanias que enfunam as velas dos barcos, fazendo-os navegar, embora por vezes possam fazê-los naufragar; mas se não fossem elas, não existiriam viagens nem aventuras, nem novas descobertas.

- que você deve perguntar e continuar perguntando; quem sabe de todas as respostas ultrapassou a velhice.


Assim, aos meus quase 80 anos, continuo ainda sem saber o que é Amor e muito menos o que é Paixão. 

Se alguém souber, por favor, me avise... 

Obrigado.



Meraldo Zisman
Psicoterapeuta



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O menininho


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Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.

Uma manhã a professora disse:

- Hoje nós iremos fazer um desenho!

Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... Pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.

A professora então disse:

- Esperem, ainda não é hora de começar! Ela esperou até que todos estivessem prontos e disse:

- Agora nós iremos desenhar flores. 

O menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul, quando escutou a professora dizer:

- Esperem! Vou mostrar como fazer! E a flor era vermelha com o caule verde. Assim, disse a professora. Agora vocês podem começar a desenhar.

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso... Virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.

Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Então a professora disse:

- Esperem! Não é hora de começar! Ela esperou até que todos estivessem prontos.

- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.

Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:

- Esperem! Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar. E o prato era um prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo igual ao da professora.

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisa exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.

Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Esta escola era maior ainda que a primeira. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.

Um dia a professora disse:

- Hoje nós vamos fazer um desenho...

Que bom! Pensou o menininho e esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho perguntou:

- Você não quer desenhar?

- Sim, o que nós vamos fazer?

- Eu não sei até que você o faça

- Como eu posso fazê-lo?

- Da maneira que você gostar

- E de que cor?

- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual é o desenho de cada um?

- Eu não sei! Respondeu por fim o menininho e começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde



Helen E, Buckley




quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Prevenção a drogas


A questão das drogas é certamente uma das mais difíceis de serem enfrentadas nos dias de hoje. Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas previnam-se contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão consumindo cada vez mais drogas.

Usar drogas significa em primeira instância, buscar prazer, mas é um prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo cada vez mais como se fosse bom.

A prevenção tem de mostrar a diferença que há entre o que é gostoso e o que é bom.

Prevenção Primária: acontece antes que surja o problema da droga, é caminho fértil para a família e escola prevenir.  Supõe um diálogo aberto; atividades prazerosas (musicais, literárias, sociais, esportivas, artísticas, etc); estímulo à auto-estima (elogios sinceros, crença na pessoa, etc); estímulo à crítica; treino das habilidades para lidar com frustrações, fracassos e ansiedades; espaço e treino para lidar com "figura de autoridade".

Prevenção Secundária: ocorre quando já começa a surgir o consumo de drogas, é uma etapa difícil para a família que, muitas vezes, não quer enxergar e para a escola, que fica sozinha e se sente impotente.   A melhor saída é enfrentar a situação, buscar auxílio de pessoas especializadas, oferecer ajuda concreta, evitando emitir juízos de valor e agindo com coerência e bom senso.

Prevenção Terciária: ocorre quando já chegou à dependência de drogas, deve-se incentivar os usuários a procurar uma terapia adequada, contar com pessoas que são da sua confiança para convencê-lo a encontrar ajuda especializada; incentivar o diálogo com a família; acreditar que ele é recuperável; colaborar na reintegração social com oferecimentos de alternativas de lazer, arte, esporte e profissão.






quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Somos o que somos

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Em busca de respostas...

Quem eu sou? Quais os meus sonhos? O que realmente espero da vida?

Passamos a maior parte do tempo em busca de respostas para questões que muitas vezes são consideradas filosóficas.  São difíceis de responder por que englobam muito mais do que imaginamos.   Envolvem conceitos e valores que adquirimos ao longo de nossa existência.

Quando estou em meu consultório recebo pessoas que tem sonhos, desejos, esperam mil coisas da vida, mas que infelizmente perderam o essencial, esqueceram-se de quem realmente são.

Buscam suas realizações, mas esquecem-se de valores há muito tempo aprendidos e que fazem parte de nossas raízes.  Fico muito feliz quando encontro pessoas que são ligadas à família não por obrigação, mas porque "curtem" essa relação... "curtem" saber sua própria história e ao que estão ligadas. 

Mas, por outro lado, ao longo de nossa caminhada passamos a responder sempre aquilo que o outro espera ouvir, agimos como achamos que é correto (porque foi assim que aprendemos), confundimos “ser boa com ser boba”.   É apenas um “b” que separa toda uma forma de pensar e agir.

Na psicoterapia não temos respostam prontas para essas perguntas. Mas, aprendemos a nos questionar sobre nossa busca pessoal, nos transportamos a um universo único de esperança e desejo que refaz dia-a-dia o caminho de ser, estar e ter felicidade.




terça-feira, 5 de setembro de 2017

MEDO

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Em nossa vida temos vários medos... Medo do bicho-papão, da Cuca, do Boi da Cara-Preta.  E quando crescemos perdemos o medo desses monstros e os transformamos em outros maiores ainda.

Temos medo de perder quem amamos.  Temos medo de não realizar nossos sonhos.  Temos medo de sermos rejeitados.  Temos medo de perder o emprego.  Temos medo de mostrar nossa felicidade, enfim... temos medo do MEDO.

Mas o que é o medo?

Medo é uma inquietação diante de um perigo real ou imaginário.

O medo é necessário.  É ele que nos faz tomar cuidado, por exemplo para não se machucar.  Digamos que é uma proteção... um sinal de alerta.   Situações reais de perigo exigem discernimento, mas o medo irracional deve ser enfrentado. 

O problema é quando exageramos no medo e deixamos de tomar decisões, fazer escolhas, arriscar.  Colocamos as nossas inseguranças a frente e paralisamos nossa vida. 

Precisamos descobrir o que o medo significa para nós.    Por exemplo, porque tenho medo de uma determinada situação?  O que espero dela?  Tenho medo de fracassar?  O que meu inconsciente está registrando que me assusta e paralisa?

Respondidas essas questões fica mais fácil enfrentar o medo.  E se preciso for fazer e refazer escolhas.