quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ALCOOLISMO


Embriague-se nestas informações! 



Desde criança recebemos diversas informações sobre o alcoolismo.
Começamos a aprender que o “bêbado” é uma pessoa perigosa, que não é uma
pessoa responsável, que bebe até perder a consciência, que vive na sarjeta, que
transforma-se em mendigo e que sempre perde o emprego por trabalhar bêbado.

Com toda essa carga negativa quem em sã consciência poderia admitir que é alcoólatra?

Lembramos que o alcoolismo é uma doença progressiva que atinge qualquer um:
jovem ou velho, rico ou pobre, negro ou branco e, portanto, não é uma falta de caráter.

Não importa quanto tempo tenha bebido ou o que você bebeu e sim o que a bebida
faz ou o que acontece quando você bebe.

É difícil para o indivíduo entrar em contato com a realidade da dependência,
isso porque existem “mecanismos de defesa” que o impedem de entrar em contato
com determinados sentimentos (medo, raiva, ressentimento, rejeição).

Torna-se mais fácil apontar o problema no outro. Portanto, o vizinho é quem é o bêbado,
que não presta, que é alcoólatra, sendo esta atitude um “mecanismo de defesa”.

As características da personalidade de um indivíduo são diferentes de um para outro,
porém, assim como o consumo de bebida alcoólica podem variar em maior ou menor grau,
apresentando-se como: desleixo, desconfiança, auto-suficiência, arrogância, prepotência,
não aceitação dos outros e de si mesmo, além da dificuldade em manifestar afeto,
carinho, entendimento do que lhe é dito e segurança.

Sendo assim, o indivíduo não bebe porque é desajustado, mas torna-se desajustado
porque bebe.

O importante é acabar com a mentira de que se bebe por determinado motivo
ou que se pode parar de beber na hora que quiser.

Fique atento: se você responder sim a qualquer das perguntas abaixo, talvez seja
hora de olhar seriamente ao que a bebida está lhe fazendo.

1. Você bebe por que tem “grilos” ou para enfrentar certas situações?

2. Você bebe quando está aborrecido com outras pessoas (esposa, namorada (o),
filhos, amigo (a) ou chefe)?

3. Você prefere beber sozinho ao invés de acompanhado?

4. Está enfrentando problemas na escola ou no trabalho por causa da bebida?

5. Você já tentou parar de beber ou beber menos? E conseguiu?

6. Você está acostumado a beber antes do trabalho ou escola?

7. Você tem alguma perda de memória enquanto bebe ou depois?

8. Você esconde dos outros o quanto realmente bebe?

9. Você já se complicou porque estava bebendo ou porque bebeu?

10. Você já ficou bêbado, mesmo sem querer ficar?

11. Você acha que é “legal” beber bem?


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A LENDA A FÊNIX




A Phoenix, Fênix ou Phoinix (grego) é a lendária ave que ateia fogo em si mesma quando descobre que está para morrer.  Ela povoou o imaginário mitológico das antigas civilizações egípcia e grega.

A lenda diz que a primeira Phoenix surgiu de uma centelha que o deus Ra soprou sobre a face da Terra, representando o Fogo Sagrado da Criação.  Segundo a lenda, seu habitat é entre os desertos da Arábia, entre as ervas e temperos aromáticos.

Ela vive por volta de 500 anos e após esse período procura uma árvore solitária e, no alto de sua copa, faz seu ninho com canela, olíbano (uma espécie de goma-resina, encontrado na África e na Índia, especiaria muito utilizada na Antiguidade para se fazer incenso) e mirra (espécie de arbusto encontrado em regiões desérticas, especialmente na África e no Oriente Médio).

Ela, então, ateia-se fogo e de suas cinzas surge um pequeno ovo vermelho de onde nasce outra Phoenix, mais forte e mais bonita.  Ela representa a imortalidade do ser, o poder de mudança, de consciência de si mesmo.  Pode ser vista, também, como um modelo de perfeição ou de beleza absoluta.

Na mitologia oriental também existe uma Phoenix que simboliza a felicidade, a virtude e a inteligência.  E sua plumagem é feita das sete cores sagradas para os orientais: as cores do arco-íris.

Sejamos, então, como a Phoenix. Que tenhamos o entendimento necessário para aprender com cada dificuldade e que, assim, renasçamos cada vez mais fortes depois de cada problema, cada fase difícil e de cada obstáculo ultrapassado.

Fonte: www.gamedesire.com



Luciana Maria Alves

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Impaciência


“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma/ até quando o corpo pede um pouco mais de alma/ A vida não para. Enquanto todo mundo espera a cura do mal/ e a loucura finge que isso tudo é normal/ Eu finjo ter paciência./ O mundo vai girando cada vez mais veloz/ a gente espera do mundo e o mundo espera de nós/ Um pouco mais de paciência”.

Lenine


Andando na rua percebemos o quanto as pessoas estão impacientes. Vemos a agitação no trânsito, nas pessoas nas calçadas e em todos os lugares.

Quando converso com meus pacientes percebo que as palavras mais usadas quando proponho alguma coisa é “não tenho tempo”. Somos impacientes por natureza queremos tudo para ontem e nos ocupamos cada dia mais.

Quando era criança estudava e brincava, agora vejo um mundo em que as crianças tem atividades extra curriculares em todos os dias da semana e que quando crescem mantem esse ritmo de atividades.

A impaciência é geral! Ela está na fila do mercado, banco, teatro, no trânsito, mas principalmente se instalou no trato entre as pessoas.

Estamos impacientes em lidar com quase todas as situações à nossa volta.

Mas a impaciência não é tão negativa porque ela muitas vezes nos move em direção ao que queremos e nos faz buscar a realização de sonhos. O que realmente atrapalha é a ansiedade.

Então o que fazer? Em primeiro lugar aceitar que nem tudo é da forma que gostaríamos que fosse. Em segundo lugar aceitar que problemas fazem parte da vida e que o melhor a fazer é resolvê-los com calma, refletindo em busca da melhor forma de concretizar nossos desejos.


Luciana Maria Alves

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Desentendimentos



Na nossa vida encontramos pessoas com diferentes temperamentos. Partilhamos o mesmo ambiente quer seja na escola, no trabalho ou na família. 

Nos relacionamentos frequentemente vemos separações por mal entendidos, as pessoas afastam-se magoadas pela falta de compreensão.

O indivíduo que tenta se vingar do que sente como agressão através da raiva, das atitudes inconsequentes, das mentiras, dos gestos antipáticos, das provocações, do orgulho acaba por afastar de si a outra pessoa e cria um circulo vicioso de mágoa e ressentimentos. 

O relacionamento sadio acontece quando conseguimos expressar nossas opiniões de modo claro e objetivo sem ferir ou inferiorizar outras pessoas. 

Diante dos desentendimento precisamos aprender a nos posicionar e principalmente considerar quais as razões que levam a outra pessoa a ter um parecer diferente dos nossos.

Temos nossos objetivos naquilo que assumimos viver e por esse motivo é imprescindível nos abrir a possibilidade de agir de forma diferente diante de situações que se repetem em nosso convívio diário. 

Encerro aqui com um trecho da música Metal contra as nuvens (Legião Urbana)

“ E nossa história não estará pelo avesso

Assim, sem final feliz.

Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver

Temos muito ainda por fazer

Não olhe pra trás

Apenas começamos.

O mundo começa agora

Apenas começamos”.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Entendendo conceitos de Psicologia



É muito comum algumas pessoas questionarem em terapia o que significam alguns conceitos como ansiedade, medo, auto-estima e outros... pensando nisso postarei no blog de tempos em tempos explicações resumidas acerca de algumas denominações. 

Ansiedade: é uma sensação difusa, inexplicável que provoca sintomas diferentes para cada pessoa: falta de ar, taquicardia, nervosismo, suores, problemas digestivos, fome exagerada, medos que se tornam irracionais e sem sentido, ficar irritado e provocar brigas e discussões por nada, ingestão exagerada de bebidas alcoólicas e outros.

Auto-estima: capacidade que uma pessoa tem de confiar em si mesma, de sentir-se capaz de enfrentar os desafios da vida, é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio.

Agressividade: podemos dizer que as pessoas de “pavio curto” são aquelas que quando percebem que não estão agradando atiram pedras.  Essas pessoas precisam entender que problemas existem para serem resolvidos.

Falta de atenção: indivíduo apresenta dificuldades em sustentar a atenção, e/ ou alternar o foco atencional, por curto período de tempo, mesmo durante as atividades cotidianas.

Inquietação motora: o sinal característico da hiperatividade é a dificuldade ou inabilidade de se manter quieto e calmo, com intensa agitação motora, mesmo em situações consideradas inapropriadas.

Timidez excessiva: manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais que interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa.

Falta de limites: Indisciplina com relação a horários, desorganização ou birra quando as vontades não são satisfeitas, são alguns dos comportamentos específicos de pessoas que evidenciam a falta de limites.  Por isso, a importância de ter regras e normas de forma adequada desde pequenos e durante todo o seu desenvolvimento de uma criança. 

Medo: o medo faz parte da vida de todos e trata-se de um instinto de sobrevivência.  É um fator de proteção contra os perigos e adversidades que as pessoas adquirem ao longo da vida.

Lembre-se:  essas são apenas algumas definições.   Enquanto questões comportamentais elas envolvem muito mais do que isso!


Procure um profissional.  Seja feliz!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Saúde no Trabalho



Passamos a maior parte dos nossos dias dentro do trabalho, deixamos nosso lar, nossa família e amigos e, por esse motivo torna-se imprescindível sentir prazer na realização profissional. Sendo assim, sentir-se bem no trabalho é essencial na busca da qualidade de vida.

Segundo a Organização Mundial (OMS):

“Qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto de sua cultura e sistema de valores em que ele vive e em relação com seus objetivos, expectativas, padrões e conceitos. Trata-se de um conceito amplo, que inclui a saúde física, o estado psicológico, crenças pessoais, relações sociais e suas relações com o ambiente”.

Quando algum setor de nossa vida está desequilibrado, as consequências acabam surgindo e na vida profissional não é diferente.   Acabamos por nos cobrar demais e paramos de olhar para nós mesmos não respeitando nosso bem-estar físico e mental e, muitas vezes acabamos adoecendo.

As doenças mais comuns no ambiente de trabalho além do estresse são a ansiedade e a depressão.

Poderíamos definir ansiedade como uma sensação de preocupação constante, de que nada vai dar certo e de medo, que traz angústia e nervosismo. Ela pode estar ligada, também, a sintomas físicos como aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia), falta de ar, sudorese, enxaquecas, entre outros.

A depressão clínica, por sua vez, que é diferente de um momento de tristeza (natural no ser humano), domina por completo a vida da pessoa e faz parte de seu dia-a-dia, interferindo na sua capacidade de trabalhar, de estudar, de se alimentar, de dormir e de se divertir. 

Quando suspeitamos de alguma dificuldade emocional ou percebemos que um companheiro de trabalho possa estar passando por isso, o ideal é procurarmos por profissionais da saúde.  Toda ajuda é bem-vinda na busca pela qualidade de vida.

Olhar para si, conhecer seus limites, sonhos e preferências são de grande importância neste caso.  Pense que sair da zona de ‘conforto’ é um dos objetivos, por exemplo, de um trabalho terapêutico.

Portanto, sentindo que as coisas não estão bem emocionalmente, que você está longe do seu equilíbrio, do seu eixo, não se acomode! Lute pela sua felicidade!

Lembrando: uma vida feliz e com qualidade é feita dia após dia. Respeite seu ritmo, seu corpo e sua mente.  Vamos nos fortalecer e nos prevenir!



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dengue, Chikungunya e Zika



Nunca imaginei ser vítima de uma picada dessas, mas aconteceu. E dói. Sendo assim, informação nunca é demais!

O Brasil vive uma epidemia de dengue com mais de 745 mil casos só neste ano. Mas esta não é a única doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti que tem trazido dor de cabeça às autoridades brasileiras.

Nos últimos meses, o país passou a registrar casos de duas “primas” da dengue. Elas atendem pelos nomes exóticos de chikungunya e zika, são transmitidas pelo mesmo mosquito e têm alguns sintomas semelhantes.

Mas não se engane: as doenças são diferentes. Veja a seguir quais são os sintomas de cada uma delas.

Dengue
Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril de 2015.

Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti. 

Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar - até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.

Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

Chikungunya
Doença: Até 18 de abril de 2015, foram registrados 1.688 casos de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.

Transmissão: É transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.


Zika
Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia, mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo.

Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS. 


Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/examecom/dengue-zika-ou-chikungunya-saiba-finalmente-a-diferenca